10/02/16

Estratégias em mobile commerce crescerão em 2016


Diante do aumento do uso de dispositivos móveis para compras online, anunciantes devem rever métodos para se aproximar dos consumidores

De acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), cerca de 30% das compras em lojas virtuais em 2016 serão feitas por meio de dispositivos móveis (smartphones e tablets). A parcela representa 57,2 milhões de compras, dentro de um mercado que deve movimentar R$ 56,8 bilhões até o fim do ano, segundo a entidade.

Diante do crescimento dos consumidores online, players observam as melhores estratégias para atuar no marketing digital. Especializada em performance, a agência digital Cadastra, que atende varejistas como Renner, Livraria Cultura, Lojas Colombo, Camicado, Corello, Le Postiche, diz que vai reforçar sua atuação em mobile, para melhorar a experiência dos clientes com as marcas. O CEO Thiago Bacchin afirma em comunicado que para acompanhar o crescimento, é necessário não só um incremento em sites responsivos e aplicativos para esses dispositivos, mas também em mídia.

Já a All In, braço especializado em marketing digital da Locaweb, que atende marcas como Ponto Frio, Fnac, Sephora, Chili Beans, pretende criar novas funcionalidades para suas ações no mobile, de modo a se aproximar dos consumidores. Wellington Sousa, gerente de Marketing da All In, disse em comunicado esperar que com o monitoramento dos consumidores no comércio eletrônico, será possível escolher a melhor hora de apostar em campanhas específicas.

Um levantamento realizado pela consultoria especializada GSMA, associa o comportamento ao crescimento da internet móvel no Brasil, em especial da telefonia de quarta geração (4G). Segundo a pesquisa, a previsão é que o Brasil termine 2016 com 42 milhões de conexões 4G, um aumento de 87% em relação ao ano passado. Esse número representaria 15% do total da base ativa esperada, que será de 278 milhões de acessos (incluindo telefonia 2G e 3G).

Ambos os executivos reforçaram a necessidade das agências e anunciantes se adaptarem ao mobile já que este representa um importante canal de comunicação entre o e-commerce e o cliente.

Fonte: ProXXIma

02/02/16

Novas regras do ICMS: Comércio pela Internet é o foco

A partir de janeiro de 2016, o valor da diferença das alíquotas, o chamado DIFAL, será dividido com o Estado de destino


Atentos ao Comércio Eletrônico ou Comércio pela Internet, uma frente que cresce cada vez mais ano após ano, os representantes no Congresso Nacional dos Estados mais consumidores do que produtores de mercadorias (em outras palavras, fora do eixo Sul e Sudeste) conseguiram aprovar no ano passado a alteração na Constituição Federal para tomarem aos seus Estados uma fatia do ICMS, que, pela regra original, pertencia totalmente ao Estado de localização do “site” da Loja Virtual. Essas Lojas Virtuais, principalmente dos grandes magazines que operam pela Internet, boa parte localizadas no eixo Sul e Sudeste do Brasil, recolhiam, até dezembro de 2015, todo o montante do ICMS ao Estado onde está localizada formalmente ao vender suas mercadorias para destinatários não contribuintes do ICMS (aqueles que não têm obrigações com esse imposto a não ser o de arcar com o seu valor).

Com a mudança das regras do ICMS (artigo 155, da Constituição), leia-se, Emenda Constitucional 87, ou EC nº 87/15, a partir de janeiro de 2016, portanto em pleno vigor, parte do imposto ficará com o Estado onde está localizado o destinatário da mercadoria. O tratamento será o mesmo, tanto para as operações com destinatários contribuintes do ICMS, como para os não contribuintes do ICMS. Não haverá distinção entre os destinatários nas operações interestaduais, o cálculo do ICMS considerará as alíquotas vigentes hoje que estão em 7% nas operações dos Estados das Regiões Sul e Sudeste para os Estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste mais o Estado do Espirito Santo, e em 12% nas demais operações interestaduais.

A empresa remetente, emissora da Nota Fiscal, terá uma tarefa a mais, que parece simples, mas, indubitavelmente, não é. Nessas operações interestaduais o remetente deverá estar preparado com recurso para conhecer também a legislação do Estado de localização dos seus clientes a fim de saber qual a alíquota do ICMS utilizará para calcular o imposto e embuti-lo no seu preço de venda para não ter prejuízo. Deverá também saber se em determinado Estado destinatário há ou não a obrigatoriedade de recolher valores para o Fundo Estadual para Erradicação da Pobreza e qual a respectiva alíquota. Além disso, buscar nas legislações de cada Estado destinatário os códigos de impostos (códigos de receita estadual), que deverão ser utilizados nas Guias de Recolhimento. E mais, os prazos para o recolhimento irão variar de Estado para Estado.

Ao se deparar com uma operação para outra Unidade da Federação com um destinatário não contribuinte, que pode ser uma pessoa física, um órgão governamental, um prestador de serviços, etc, empresas do “e-commerce” remetentes da mercadoria deverá ter esse trabalho a mais.

A partir deste mês de janeiro de 2016, o valor da diferença das alíquotas, o chamado DIFAL, será dividido com o Estado de destino, ou seja, deverá ser recolhido 60% do valor para o Estado de origem e 40% para o Estado de destino. No ano de 2017, será invertida a proporcionalidade: 40% ficará com a origem e 60% com o destino. Finalmente em 2018, somente 20% ficará na origem, com 80% para o Estado de destino. A partir de 2019, o valor da diferença entre as alíquotas internas e as interestaduais aplicadas nas respectivas operações ficará totalmente com o Estado de destino das mercadorias.

E um fato importante que as empresas não podem esquecer é que o DIFAL e o Fundo de Pobreza, quando existirem, devem compor o valor da mercadoria comercializada, caso contrário o vendedor, emissor da nota fiscal, arcará como despesas, pois não haverá instrumento de cobrança desses valores uma vez que estão embutidos no preço destacado nas notas fiscais.

Definitivamente, a vida do contribuinte do Comércio Eletrônico não será nada fácil daqui para frente. A opção será contratar mais colaboradores para se manter informado sobre a legislação do ICMS dos 26 Estados e a do Distrito Federal, ou contratar serviços de empresas especializadas no acompanhamento legal e que tenham estrutura montada para dar a seus clientes respostas imediatas quanto a tributação das diferentes Unidades da Federação e, melhor ainda, se estiverem preparadas para agir dentro do ERP (Enterprise Resource Planning) de seus clientes para atualizar as tabelas de cálculo de impostos e garantir a margem de lucro, obviamente com conhecimento dos processos de emissão de notas fiscais nesses sistemas.

Lembrando que, embora afetando mais as empresas com vendas pela Internet, essa nova regra se aplica também a qualquer empresa que promova saídas de mercadorias destinadas a não contribuintes em operação interestadual, não escapando sequer as empresas optantes pelo Simples Nacional, que no caso perdem algumas das suas facilidades por serem “simples”.

Por: Edmir Teles
Fonte: Computer World

11/01/16

Executivos revelam as tendências do mercado de e-commerce para 2016


De acordo com dados da E-bit, o mercado de e-commerce superou as suas expectativas e registrou alta de 26% em vendas no último Natal, em comparação com a mesma data no ano anterior. Pensando neste contexto e no bom momento do setor, a Adyen, empresa global de pagamentos multicanal, preparou um guia com as tendências para o comércio eletrônico em 2016. No levantamento, grandes especialistas do varejo brasileiro de empresas como Magazine Luiza, Dafiti, Hotel Urbano, Arezzo&CO e Sépha compartilham suas previsões para o aumento de vendas no comércio digital neste ano.

Os executivos dos setores de varejo, hospedagem, turismo e moda dividiram as suas opiniões sobre o que movimentará o mercado e aumentará as vendas online, além de contribuir para a profissionalização e a transformação do e-commerce no Brasil. “O início do ano evidencia quais os caminhos que as empresas precisam seguir e quais estratégicas serão as melhores para os seus negócios. Este guia é fundamental para aqueles que, em 2016, querem estar junto com estes executivos, acelerando a curva de inovação do comércio digital brasileiro”, comenta Jean Mies, Vice-Presidente Sênior da Adyen para a América Latina.

Além disso, uma das tendências para esse ano é o conceito de mobile commerce. Existem inúmeras tecnologias disponíveis para transformar e viabilizar o m-commerce: pagamentos in-app, compra em um clique ou toque; transações diretamente em canais de mídias sociais e pagamentos recorrentes para assinaturas, tudo através do dispositivo móvel. Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, defende que o futuro do comércio digital será 'mobile only, app first', já que temos uma taxa de conversão maior no mobile do que no desktop.

O uso do dados gerados por essas transações também pode ser o alicerce do varejo online. Mas a inteligência e valor que se extrairá deles será mais importante do que a quantidade ou velocidade de levantamento. Com um fluxo constante de dados originados em diferentes dispositivos, as empresas podem aprender sobre o comportamento do consumidor. Maurizio de Franciscis, CEO do Hotel Urbano, acredita que a economia desafiadora acelera a migração do offline para o online e que 2016 será marcado pela personalização da experiência, baseada no comportamento do usuário, pelos sistemas de recomendação e pelo investimento em tecnologia.

Outro ponto de atenção para esse ano é que o consumidor já é multicanal e, para as lojas, ser omni-channel é basicamente esgotar as possibilidades de comunicação entre canais criando uma rede neural de vendas. Maurício Bastos, Head de Omni-commerce da Arezzo&CO, analisa que considerar a expansão dos negócios digitais como fortalecedora da rede física é ter uma visão global do varejo. O comércio omni-channel transforma a gestão dos negócios de maneira inovadora.

Em 2016, uma experiência descomplicada de compra online passará necessariamente por facilitar o m-commerce para os consumidores e, do ponto de vista do comerciante, derrubar as barreiras para o pagamento. Ricardo Cabianca, CEO e diretor de e-commerce da Sépha Perfumaria, explica que os varejistas sempre precisarão aumentar a conversão e as empresas que oferecem este serviço devem investir mais na divulgação de sua praticidade e melhorar cada vez mais a usabilidade.

Por: Marina Shimamoto
Fonte: Investimentos e Notícias

24/10/15

Black Friday deve movimentar R$ 978 milhões em 2015


O ano de 2015 não tem apresentado bons indicadores econômicos. Apesar da retração em diversos setores, incluindo o varejo físico, o e-commerce é um dos segmentos que ainda possui expectativas animadoras. Prova disso é a previsão de faturamento da Black Friday, realizado pelo Busca Descontos, líder em cupons de descontos, em parceria com a ClearSale, empresa especializada em soluções antifraude. De acordo com a organização oficial do evento, a edição deste ano, que acontece em 27 de novembro, deve bater o recorde do ano passado, alcançando a marca de R$ 978 milhões em faturamento no período.

Ainda de acordo com a estimativa, o ticket médio deste ano também deve ultrapassar a marca de 2014: R$ 422,39 contra R$ 416,75, respectivamente. “Os dados mostram uma expectativa de crescimento de 10% em relação a 2014, o que é relevante em um ano economicamente mais complicado. Além disso, a previsão é o consumidor valorize ainda mais seu dinheiro, pesquisando mais as melhores ofertas e comprar mais com menos”, afirma Juliano Motta, diretor de operações da BlackFriday.com.br.

Fraudes no período
O levantamento realizado em parceria mostra também o comportamento de compras ilegais durante o período. Espera-se no dia 27 uma soma de R$ 15 milhões em tentativas de transações indevidas. "Na Black Friday, a preocupação maior do consumidor deve ser com outros pontos importantes na hora da compra. Se a loja só aceitar boletos bancários e transferências eletrônicas, por exemplo, desconfie", comenta Omar Jarouche, Gerente de Inteligência Estatística da ClearSale. “Outra dica é sempre buscar pela reputação da loja em fóruns e sites que registram índices de reclamações”, completa.

Dia 27 de novembro
Das 0h de 27 de novembro às 23h59 do mesmo dia, os consumidores terão a oportunidade de economizar em diversos setores durante a BlackFriday.com.br. O evento, organizado pelo Busca Descontos, está em sua sexta edição e já tem grandes varejistas confirmados, como Marisa, GM, Nespresso, Hering, Privalia, Lojas Colombo, Hotel Urbano, Mercado Livre, Saraiva, HP, Netfarma, CVC, Bestday e Azul.

Por: Nicole Ongaratto
Fonte: Investimentos e Notícias