20/03/2017

Ele olha estilo da pessoa no Face, manda roupa para casa e cliente escolhe


O advogado Alexandre Abrahão, 26, viu nas pessoas que não têm tempo ou não gostam de sair para comprar roupas, uma oportunidade de negócio. Ele criou um site com o serviço de personal stylist (consultoria de moda) e venda de roupa, sapato, acessório e cosmético em domicílio. E, no ano passado, faturou R$ 345 mil.

O e-commerce iniciou suas atividades em outubro de 2013, em São Paulo, com o nome Upperman por ser direcionado exclusivamente a homens. Em março de 2015, o nome mudou para Upperbag e a empresa passou a atender também mulheres. Hoje o serviço já se estendeu para crianças e o consumidor plus size.

Loja vende roupa, sapato, acessório e cosmético
Atualmente o site tem 3.000 clientes cadastrados, que fazem compras esporadicamente. A empresa, que faturou R$ 345 mil no ano passado, espera chegar a R$ 900 mil em 2017. "Estamos começando a ficar conhecidos", diz o empresário. O valor das compras gira entre R$ 300 e R$ 350. A empresa não revela o lucro do negócio.

As peças mais vendidos são as de vestuário básico. Para homens, camisa polo (preço varia de R$ 69 a R$ 249) e calça de sarja (de R$ 149 a R$ 199). Para mulheres, blusas (de R$ 39 a R$ 349). O item mais barato do site é um lenço removedor de maquiagem (R$ 9,90). O mais caro é um blazer do estilista Alexandre Herchcovitch (R$ 790).

Abrahão diz que manda, em média, 30 itens entre sapatos, roupas, acessórios e cosméticos para o cliente. A maioria é devolvida para a empresa sem nenhum custo. O site tem cerca de 5.000 produtos de 60 marcas. "É muito difícil alguém gostar de tudo. Eles compram alguns itens e devolvem o restante. Apenas uma mulher ficou com todos os itens."

Personal visita Facebook de cliente para ver estilo
Para usar o serviço da Upperbag, o consumidor precisa fazer um cadastro no site. Lá ele vai responder a um questionário para identificar o seu estilo para se vestir. Depois disso, um personal entrará em contato pelo WhatsApp para buscar mais informações sobre o cliente e, por último, o profissional acessará o seu Facebook para observar o seu estilo.

"Muitas vezes, quando o cliente responde ao questionário, ele imagina a pessoa que ele quer ser e não quem ele é realmente. E isso pode fazer com que ele não goste dos produtos que vamos enviar. Com o acesso ao Facebook, pretendemos buscar uma imagem real dele para trabalharmos em cima."

O site atende consumidores dos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, além das capitais Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). Para as entregas na cidade de São Paulo e na região metropolitana, não há cobrança de frete. Nos demais locais, o preço varia entre R$ 49 e R$ 99. "O valor é revertido em crédito e pode ser usado em uma compra futura."

Negócio visa paparicar o cliente
Para Luis Stockler, consultor especializado em varejo da BaStockler, a empresa atua com um tipo de serviço que acrescenta benefícios ao cliente. "É um serviço que vai além da loja. Eles oferecem comodidade no atendimento e paparicam o cliente para efetuar a venda."

O especialista afirma, no entanto, que é preciso conhecer muito bem o cliente para não enviar produtos de que ele não goste. "Se o cliente não gostar de nenhum produto que receber mais de uma vez, ele pode se irritar e não comprar mais. Além disso, a empresa estará gastando frete sem ganhar nada em cima."

Onde encontrar: Upperbag - http://www.upperbag.com.br

Por: Márcia Rodrigues
Fonte: UOL Economia

10/03/2017

Em ano de feriados, quem tem e-commerce é rei


Não visitando lojas físicas frequentemente, as pessoas estão online em qualquer outro lugar

Sempre que um ano tem muitos feriados longos, o Varejo sente uma queda nos lucros. Para 2017, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que a perda deve girar em torno dos R$ 10,5 bilhões. O valor é 2% maior que em 2016, porque haverá mais feriados emendados e em dias de semana. Uma das principais dificuldades trazida pelas folgas – e que justifica essa queda na receita – é o custo da mão de obra, afinal, os colaboradores devem receber em dobro nessas ocasiões. No entanto, perder um dia de vendas pode não ser uma boa opção para muitos lojistas.

Em paralelo, o Brasil é o terceiro país em que as pessoas passam mais tempo online. De acordo com um levantamento da We are Social, o brasileiro passa 5 horas e 26 minutos por dia na internet via computador ou tablet e outras 3 horas e 46 minutos conectado pelo celular – somando 9 horas e 13 minutos online todos os dias. Passado o choque inicial por vivermos mais de um terço do nosso dia no mundo virtual, essas estatísticas trazem em si muitas oportunidades.

Elas mostram, por exemplo, que mesmo não visitando lojas físicas frequentemente, as pessoas estão online em qualquer outro lugar. E a melhor maneira de alcançar esses consumidores é juntando um bom e-commerce a uma boa estratégia de marketing digital. Afinal, a loja online é menos custosa e pode atrair novos clientes de diferentes partes do país. O ideal é atrelar bom conteúdo, promoções e investimentos nas plataformas de Redes Sociais e Buscas. Isso pode apoiar – e muito – as vendas em feriados e finais de semana, por exemplo.

O e-commerce pode ser também um importante aliado do mundo físico, pois tem a capacidade de difundir e divulgar de forma mais efetiva um negócio. Pequenas e médias lojas são mais facilmente encontradas na internet, além de existirem estratégias de investimentos baseadas em localização. Se sua loja fica no centro da cidade, por exemplo, seus anúncios passam a aparecer para pessoas caminhando pela região. Essa é uma boa maneira, por exemplo, de elevar as vendas no feriado mantendo o estabelecimento aberto.

Só não esqueça de sempre investir na segurança da plataforma online, afinal, uma pesquisa divulgada pela ACI mostrou que as fraudes online aumentaram 31% nos feriados de fim de ano em 2016, especialmente porque mais pessoas fazem compras em épocas comemorativas. Tentar prevenir fraude sozinho pode ser caro e ineficiente, portanto vale buscar gateways de pagamento que já trazem esta tecnologia atrelada. As melhores práticas internacionais já estão disponíveis no Brasil e, de brinde, alguns já oferecem soluções de BI embutidas que ajudarão a gerenciar suas vendas.

A melhor maneira de escapar das previsões da FecomercioSP é, portanto, traçar estratégias e investimentos focados, também, no mundo digital, que não apenas apoiem a busca por novos consumidores, mas ajudem, inclusive, a alavancar as vendas na loja física – sempre com atenção à segurança do seu e-commerce e de seus clientes. Tenha sempre em mente que as estratégias para lojas físicas e virtuais devem andar lado a lado. Sua loja é uma só, independentemente do meio por onde é encontrada. A divulgação de produtos e serviços deve fomentar compras futuras com uma única mensagem, mas sempre adequada de acordo com o meio e/ou plataforma.

Por: Ricardo Calfat
Fonte: Administradores

09/03/2017

Consumidores estão mais seguros em finalizar a compras com smartphones


O comércio eletrônico movido pela mobilidade tecnológica está conquistando mais adeptos e quebrando receios existentes. É o que mostra uma pesquisa realizada com 4 mil consumidores realizada pelo site e app comparador de preços e produtos Zoom, em parceria com a Consumoteca. Os resultados mostram que 82% dos entrevistados já pesquisam ou compram por smartphones ou tablets.

Outro avanço é que 40% dos entrevistados afirmam possuir algum aplicativo de comparação de preços. Mais da metade deles (55%) finaliza a compra diretamente pelo dispositivo que está usando, seja este notebook, tablet ou smartphone. Esse número representa um aumento de 77%, quando comparado ao ano de 2014.

Há três anos, a maioria dos entrevistados (45%) pesquisava preços e informações no dispositivo móvel para depois entrar no desktop para finalizar a compra. Em 2017, apenas 31% mantém esse comportamento.

Outra revelação da pesquisa é o aumento da participação das classes B e C no e-commerce. Na edição anterior do estudo, realizada em 2016, 68% dos entrevistados pertenciam às classes A e B e, este ano, 89% fazem parte das classes B e C.

Popularização
Os consumidores também utilizam os devices mobile para pesquisas ou compras tanto na loja física (65%) quanto na rua (49%).

“A popularização dos smartphones também é um dos fatores que contribui para o crescimento das classes B e C no e-commerce brasileiro, já que são equipamentos com valores mais acessíveis do que notebooks. Para muitas pessoas, o primeiro contato com a internet foi por meio desses dispositivos. ”, analisa Thiago Flores, diretor executivo do Zoom.

Fonte: R7.com

06/03/2017

Fique por dentro das perspectivas e tendências para o e-commerce


O cenário favorece novos negócios. A expectativa é que o setor seja responsável pelo crescimento de 5% ao ano do total de vendas no varejo.

A expectativa de crescimento para o comércio eletrônico permanece em alta no Brasil. De acordo com levantamento realizado pelo  eMarketer, instituto de pesquisa estadunidense especializado no mercado virtual, o cenário é favorável para quem deseja investir ou expandir os negócios no e-commerce.

O estudo mostrou, por exemplo, que o país é o 10º na lista de maiores vendedores online do mundo e o único representante da América Latina.

Espera-se, ainda, que o e-commerce seja responsável por cerca de 5% do total crescimento anual das vendas (tanto online quanto offline) no Brasil até 2018.

Fonte: SEBRAE